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terça-feira, 2 de junho de 2009

A Fonte Da Vida (The Fountain)



Percorrendo os orkuts alguns dias atrás, entrei no do Caio M. e acabei dando de frente com a comunidade desse filme. Resolvi dar uma olhada, já que o Caio tem um ótimo gosto pra filmes, e dono de uma inteligência perturbadora, creio que uma vez me contou sobre esse filme. Muito obrigado pela dica. Espero que essa sua ausência no msn termine em breve ok?

“The Fountain” é um filme difícil de explicar. Em última análise é uma simples história de amor. Mas é muito mais do que isso. “The Fountain” é profundamente espiritual e transcendentemente belo. Um filme especial. E surreal.

O realizador e argumentista Darren Aronofsky (“Pi”, “Requiem for a Dream”) reparte a narrativa em três momentos e espaços distintos: a época das conquistas quinhentistas, o presente e o futuro. Tomas (Hugh Jackman) é um conquistador espanhol em busca da Árvore da Vida no Novo Mundo a mando da Rainha Isabel (Rachel Weisz); Tom Creo é um cientista em busca de uma cura para o cancro na tentativa de salvar a sua mulher Izzi (novamente Weisz); Tommy é um ser do futuro viajando numa bolha transportando a Árvore da Vida para Shibalba, uma nebulosa que os Maias acreditavam ser o portal para um outro plano existencial.

É graças à sensível estética de Aronofsky e à fotografia de Matthew Libatique que se conseguem momentos tão belos e intensos como uma respiração no pescoço da pessoa amada. Os close-ups conduzem-nos ao centro da tragédia que se desenrola, e a força das interpretações, em especial a apaixonante profundidade de Jackman, tornam esta uma experiência de grande intimidade.

Cada um dos três ambientes está cuidadosamente criado, e Aronofsky consegue interligá-los sem perder a especificidade de cada uma das narrativas. Sem referências estanques a qualquer religião em concreto, estes três planos de existência estão unidos por um amor comum. Aqui, esse amor traduz-se numa mesma pessoa (Isabel-Izzi), mas, se quisermos ir mais longe, o amor, na sua essência, é algo muito mais universal. É ele o motor das acções, da vida. Salvá-lo para sempre é atingir a imortalidade. Mas, nessa busca incessante, é fácil ficarmos cegos perante aquilo que o presente nos oferece. E perante o carácter finito da viagem existencial que neste momento partilhamos surge a questão: será que o envelhecimento e a morte fazem parte da vida ou são – como é dito em certo momento – apenas uma doença para a qual ainda não encontrámos a cura?

Talvez estas divagações sejam a concretização do conceito que Aronofsky pretendia criar com este filme: o de “ficção científica metafísica”. Para mim “The Fountain” é uma aventura espiritual, simultaneamente serena e inquietante.

Um filme que vale a pena ver, pensar e tentar compreender!








Enjoy³

sábado, 30 de maio de 2009

Foi Apenas Um Sonho ( Revolutionary Road )

Leonardo DiCaprio e Kate Winslet vivem um casal nos anos 50 que parece ter uma vida perfeita. Eles moram em uma bela casa suburbana onde ela cuida da casa e de seus dois filhos enquanto ele trabalha em um escritório em Nova York. Mas os dois passam por uma crise, já que ela sente ter jogado fora seu sonho de ser atriz enquanto o marido joga fora seus dias em um trabalho tedioso. O resultado de tudo isso combinado talento é uma obra-prima de um filme que revela a doença escondida no centro da vida dos americanos na década de 1950. Foi apenas um sonho (Revolutionary Road) é um retrato de uma efetiva sobriamente era Eisenhower em cada detalhe. Este é um sério filme bastante agradável de mastigar idéias sobre quanto à ambição, casamento e ideais de como viver a vida de um, individualmente e como se desfecha um fracasso conjugal e de ilusões perdidas. Sombrio e deprimente conto que não teria sobrevivido sem os poderosos e emocionais desempenhos de Kate Winslet e Leonardo Di Caprio. O diretor San Mendes tem o cuidado de manter o humor sombrio largamente à frente de um terrível desfecho final. Generosamente bem feito e belamente dirigido, querendo apenas ligeiramente realizar um roteiro que deixa perguntas sem resposta sobre o que está por trás dessas pessoas infelizes.

Recomendo!



Enjoy³

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Nothing But The Truth


Agora tento lembrar qual o motivo que me fez escolher esse filme para assistir. Infelizmente, não consigo me recordar mesmo. O filme conta a história da jovem repórter Rachel Armstrong (Kate Beckinsale),que  escreve uma matéria explosiva revelando a identidade de uma agente disfarçada da CIA Erica Van Doren (Vera Farmiga) que uma vez publicada, dá margem a uma enorme investigação governamental em busca de quem vazou a informação. No decorrer do inquérito, a repórter acaba sendo presa por se recusar a revelar a fonte que forneceu a informação. E com o apóio de seus editores e do seu marido Ray (David Schwimmer), Rachel luta contra o promotor Patton Dubois (Matt Dillon) para manter o seu direito de manter em sigilo o nome de sua fonte.
Normalmente um filme assim, não prende a nossa atenção porque sempre acabam terminando naquele patriotismo americano. Mas nesse filme a coisa não é bem assim. A cada cena, a cada dia na prisão que você acompanha, te leva pra dentro to filme. Não tirei os olhos da tela uma única vez. E com o passar do tempo que a repórter vai passando na prisão, a aflição vai aumentanto.
Da minha parte, eu achei muito bom mesmo. E o final? De mais.
Entao, quem puder assistir, acredito que não se arrependerá!


terça-feira, 26 de maio de 2009

The Burning Plain




Confesso que o que me levou a ver esse filme foi a atriz Charlize Theron. Ainda lembro do papel dela nos filmes Hancock, e muito mais no papel de Sara Deever em Doce Novembro.
O drama conta a história de 5 personagens e seus problemas emocionais onde cada um tenta recuperar uma nova vida que se perdeu no passado.  O filme deixa a desejar muito. O que se espera de um drama? Obvio, muito drama! O que, infelizmente não acontece NESTE drama. Não tem uma história forte, e em nenhum momento fiquei interessado no filme, e sim, na hora de acabar. É uma pena. 
A única parte "quase dramática" é quando a garota mata a própria mãe, por acidente... Sim, eu contei a moral do filme. Porquê? Pra ninguém perder tempo de assisti-lo! Ou assista e me faça mudar de idéia sobre o filme.



Um abraço a todos.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Justiça Infinita

Ainda lembro muito bem quando o atentado de 11 de setembro chocou o mundo e ficou estampado na mídia por muito tempo depois. A história foi dividida entre o antes e o depois.
Eu e meus amigos da escola, já estavámos nos preparando para ir a guerra. O assunto na escola era só esse. Pensava-se na 3ª guerra mundial e em situações apocalipticas. Mas 10 anos se passaram e muita coisa aconteceu. 
Não tivemos a tão comentada guerra e até hoje, Bin Laden nunca foi encontrado. Como retaliação, o governo americano criou uma operação chamada "Justiça Infinita", com o objetivo de capturar e punir os responsáveis. Com o atentado de 11 de setembro, muitas familias foram aterrorizadas e até mesmo destruídas. E cada minuto gera cada vez mais perguntas para esses familiares: Porquê e como os terroristas conseguiram um ato de tamanha brutalidade

Com a direção de Jamil Dehlavi, no filme o norte-americano Arnold Silverman (Kevin Collins) é um jornalista judeu que está investigando a rede financeira da Al-Qaeda. Ele tem razões pessoais também para se interessar pela rede terrorista; sua irmã trabalhava no World Trade Center durante os ataques e seu corpo nunca foi encontrado. Paralelamente, seguimos o início do envolvimento político de Kamal Khan (Raza Jaffrey), filho de paquistaneses e estudante da Universidade de Londres. Ao reencontrar um antigo colega de escola  que agora é um muçulmano fundamentalista resolve acompanhá-lo até a Bósnia para juntar-se à causa Muçulmana. A viagem abre seus olhos para as mais cruéis verdades da política internacional. Em suas tentativas de se infiltrar na rede terrorista, o jornalista viaja ao Paquistão e conhece Kamal, agora parte de um grupo fundamentalista. Com histórias de vida parecidas, os dois se aproximam e o estudante concorda em levar Arnold para entrevistar um porta-voz da Al-Qaeda. Entretanto, por suspeitar dos motivos reais do americano, o grupo o faz refém em troca de prisioneiros da base de Guantanamo..




quinta-feira, 9 de abril de 2009

The Reader

Boa Tarde!
Essa vida de crítico de filme não é fácil. São horas e horas na frente da tv, comendo pipoca e tomando refrigerantes. Acredito que a parte mais difícil seja qual filme escolher...rs Brincadeiras á parte, vamos ao filme de hoje.
Nada mais, nada menos que o famoso O Leitor!




Produzido pelo diretor Stephen Daldry (As Horas), com um orçamento de nada mais do que 32 milhões de dólares, o filme conta a história de um adolescente (David Kross) que se apaixona por uma mulher mais velha (Kate Winslet vivendo um intenso romance. Mas de uma hora para outra, ela some de sua vida. Cerca de oito anos depois, ele reencontra essa parte de seu passado ao participar de um polêmico julgamento de crimes cometidos pelos nazistas na segunda grande guerra. 
Com uma ótima fotografia e um excelente enredo, o filme exibe algumas cenas muito "calientes". Uma cena muito engraçada é quando o garoto chega na casa da mulher no dia seguinte da "primeira vez" e já sai logo tirando toda a roupa. Digno de um adolescento descobrindo o sexo. A parte do julgamento é ótima, nos prendendo em todos os momentos na telinha. A coragem e ousadia da mulher é impressionante. E o final, simplesmente perfeito.




Mais um filme que vale a pena conferir e sugerir aos amigos.

Enjoy³

quarta-feira, 8 de abril de 2009

The Five Peoples You Meet In Heaven

 Whats up!!
Depois de tantos comentários em nossos últimos posts, fica impossível resistir a tentação  de  que milhões de pessoas irão ver o que você  escreveu  aqui. E não é fácil mesmo, resistir á  palavras tão bem ordenadas, distribuidas e organizadas. E diante de tantos pedidos, me encontro aqui, na frente desse humilde computador, ao som de Miles Davis, escrevendo-lhes. Então, chega  de  ladainha e blá-blá-blá. 


O filme de hoje, é  uma adaptação do livro "As Cinco Pessoas Que Você Encontra No Céu ".
A história se baseia num velho chamado Eddie ( o ganhador do Oscar John Voight ), que durante toda a sua vida, cuidou da manutenção de um  parque de diversões, o "Ruby Pier". Devido a  sua infancia muito dificil, seu pai alcolatra, seu irmão encrenqueiro e sua mãe submissa á tudo, Eddie, hoje com 93 anos, acha que sua vida foi em vão. Mas num belo dia Eddie morre ao  tentar  salvar uma garotinha de um brinquedo que se rompe. Já no céu, Eddie irá encontrar 5 pessoas que mos trarão como a vida dele, teve impacto na de outras milhares de vidas. Revivendo  momentos  de angústia, dor, amor, redenção. E em cada pessoa, um ensinamento que devemos levar para  a vida toda. Muitos deles, nós até já sabemos, mas que infelizmente, muitas vezes esquecemos.
Pra quem leu o livro vai gostar e muito! É uma ótima opção pra se ver com a namorada ou namorado. O filme deixa a desejar na questão da trilha sonora e a cenografia é bem simples também. Mas quem disse que dá pra se aprender uma lição de vida no filme "Independence Day"? Repleto de efeitos especiais...rs
Mas o filme é fantástico, cativante, envolvente e inteligente. Eu fiquei imaginando quais seriam as 5 pessoas que eu encontrarei no céu. Muitas vezes achamos que nossas vidas são insignificantes que nem percebemos que existem pessoas ao nosso redor que irradiam a nossa presença. E assim, pequenos gestos, fazem da nossa vida, uma grande existência.

Então pegue a pipoca, o refrigerante, que a vida esta prestes a lhe ensinar 5 lições!




Enjoy!